AVALIAÇÃO DE RECEPTORAS PARA TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÃO EM EQUINOS

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AVALIAÇÃO DE RECEPTORAS PARA TRANSFERÊNCIA DE EMBRIÃO EM EQUINOS

“RECIPIENT EVALUATION IN EQUINE EMBRYO TRANSFER PROGRAMMES”

“EVALUACIÓN DE RECEPTORAS PARA TRANSFERENCIA DE EMBRIONES EN EQUINOS”

MV. Júlia de Lavor1; DVM. Maria Augusta Alonso2; DVM. Ivo Pivato1; DVM. Rodrigo Arruda de Oliveira1

  1. Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária – Universidade de Brasília (UnB) – Departamento de Reprodução Animal, Brasília/DF (rodrigoarruda@unb.br)
  2. Fazenda Santa Rita II – Piracaia/SP

RESUMO: O Brasil é atualmente o maior produtor mundial de embriões equinos, detendo 41% do total de transferências a fresco. Diversas são as vantagens para o emprego desta biotécnica, que é relativamente simples quando comparada a outras utilizadas. Como principais vantagens, podemos citar a obtenção de produtos de éguas idosas ou muito jovens para gestar, éguas com problemas adquiridos que impossibilite levar uma gestação a termo, ou éguas que desenvolvem outras atividades durante o ano, como exposições e competições. Durante um programa de transferência de embriões, a escolha da receptora é de fundamental importância para o sucesso da técnica. O objetivo deste trabalho foi reunir os principais fatores relacionados a seleção de éguas receptoras de embrião, no momento da incorporação no plantel e da transferência. Os fatores abordados no presente trabalho foram: tamanho; idade; escore corporal; comportamento; sanidade geral e reprodutiva; sincronia entre doadora e receptora; características uterinas e os custos relacionados à manutenção dessas éguas.

Unitermos: equino, manejo de receptoras, sincronização, transferência de embrião

ABSTRACT: Currently Brazil is the world’s largest producer of equine embryos, corresponding to 41% of total fresh transfers. There are several advantages in using this biotechnology, which is relatively simple when compared to others. As the main advantages it can be cited the obtainance of offspring from older or young mares products of elderly mares or to young, mares with acquired problems that unable a through pregnancy lead a term gestation, mares that participate in other activities throughout the year, as exhibitions and competitions. In an embryo transfer programme, the recipients selection is fundamental its success. The aim of this study was to gather the main factors related to recipient mare selection e selection when incorporating them to the recipient herd and the day of the transfer. The factors discussed in present study were: size, age, body condition, behavior, general and reproductive soundness, synchrony between donor and recipient, uterine characteristics and related costs.

Keywords: embryo transfer, equine, recipient management; synchronization

RESUMEN: Brasil es actualmente el mayor productor mundial de embriones equinos, deteniendo el 41% del total de las transferencias en fresco. Diversas son las ventajas para el empleo de esta biotecnología que es relativamente simples cuando comparada a otras utilizadas. Como las principales ventajas se puede citar la obtención de productos de yeguas viejas o mucho jóvenes para gestar, yeguas con problemas adquiridos que imposibilite llevar una gestación hasta el final o yeguas que desenvuelven otras actividades durante el año como sea exposiciones o competiciones. Durante un programa de transferencia de embriones la selección de la receptora es de fundamental importancia para el suceso de la técnica. El objetivo de este trabajo fue reunir los principales factores relacionados a la selección de yeguas receptoras de embriones en el momento de la incorporación en el plantel y de la transferencia. Los factores analizados en este trabajo fueron: tamaño, edad, escore corporal, comportamiento, sanidad general y reproductiva, sincronía entre la donadora y receptora, características uterinas y los costos relacionados a la manutención de estas yeguas.

Palabras clave: equino, manejo de receptoras, sincronización, transferencia de embriones

1. INTRODUÇÃO

O primeiro relato sobre a técnica de transferência de embriões (TE) em equinos foi realizado em 19721, onde os embriões foram coletados e transferidos por laparotomia pelo flanco ou linha média. A técnica de transferência não cirúrgica em éguas foi realizada pela primeira vez no Japão2. A partir de então tem sido difundida em diversos países, sendo considerada uma das biotécnicas mais utilizadas na reprodução assistida de equinos. No Brasil, a primeira descrição dessa técnica foi feita em 19873. O Brasil é hoje o maior produtor mundial de embriões, sendo responsável por 41% do total das transferências4.

Diversas são as vantagens do emprego desta biotécnica, dentre elas a obtenção de produtos de éguas idosas, de éguas com problemas adquiridos que sejam incapazes de levar uma gestação a termo, de doadoras muito jovens, e de éguas em competições esportivas. Permite ainda o aumento na produção de potros por égua. Outras razões para utilização da TE são éguas portadoras de laminite crônica, artrite severa e problemas comportamentais que possam colocar em risco a saúde e bem-estar da própria égua, do tratador ou do potro5.

Dentre os entraves para o programa de transferência de embriões, pode-se citar como principal a qualidade da égua receptora. A escolha da receptora é de fundamental importância para o sucesso da técnica. No momento em que o animal for incorporado ao plantel, ele deverá passar por uma rigorosa seleção, onde é importante avaliar a idade, condição corporal, conformação da genitália externa, alterações uterinas e ovarianas e glândulas mamárias funcionais5.

Diante deste contexto, o presente trabalho se propõe a apresentar uma revisão de literatura abordando os mais importantes aspectos na seleção de éguas candidatas a receptora de embrião, abordando características físicas ideais, como tamanho e idade, aspectos relacionados à sanidade geral e reprodutiva, características relacionadas ao ciclo estral, e apresentação de custos referentes à manutenção dessas éguas em centrais de reprodução equina.

2. REVISÃO DE LITERATURA

2.1. Tamanho

Uma receptora de embrião ideal deve ter tipo e tamanho semelhante ao da doadora, ser dócil e ter boa habilidade materna6. A influência do tamanho da égua sobre a facilidade de parto, e o tamanho subsequente do potro, deve ser levado em consideração. As experiências relatadas por Wilsher & Allen7 indicam uma forte correlação entre o peso do potro ao nascer e a área de contato materno-fetal na placenta, demonstrando que o crescimento do potro no útero é regido pelo tamanho da placenta e consequentemente pelo tamanho do útero.

O tamanho da égua exerce grande influência na seleção da receptora de embrião, pois éguas de raças pesadas como, por exemplo Bretã, tem uma produção de leite muito superior a éguas de raças leves, como a Puro Sangue Inglês8. Éguas da raça Bretã chegam a atingir 17,7kg de leite/dia na oitava semana de lactação, enquanto nesse mesmo período éguas da raça Puro Sangue Inglês produzem 14,9kg de leite/dia9.

Outro fator importante relacionado ao tamanho da égua receptora é a ocorrência de distocias, que representa uma grande parcela das verdadeiras emergências na medicina equina, onde a sobrevivência do potro e da égua depende da rapidez do diagnóstico e manipulação adequada10.

2.2 Idade

Levar em consideração a idade da égua candidata a receptora de embrião é de grande importância, considerando que éguas mais velhas apresentam uma maior taxa de perda da gestação11. Sabe-se que éguas idosas comumente apresentam alterações histológicas no útero mais significativas que éguas jovens, úteros senis tendem a apresentar cistos e outras alterações endometriais12.

Foi observado um aumento na ocorrência de alterações endometriais em éguas idosas, mesmo que estas nunca tenham tido uma gestação13. Carnevale & Ginther12 descrevem que a fertilidade das éguas tende a diminuir conforme a idade aumenta, acentuando-se a partir dos 15 anos de idade. Alterações degenerativas do endométrio como endometrites, endometrioses e alterações vasculares podem atrapalhar a atividade de hormônios circulantes, modificar o aporte celular da luz uterina e comprometer a drenagem linfática14.

Outra característica que precisa ser levada em consideração em éguas velhas é o posicionamento uterino em relação a pelve. O útero é projetado para a cavidade abdominal e aloja-se em um nível mais baixo e com uma angulação maior quando comparado à éguas jovens e sadias. Como o posicionamento inadequado do útero dificulta uma drenagem eficiente do fluido uterino15, essas éguas em sua maioria também apresentam deficiência na coaptação da vulva16.

CARNEVALE et al17 utilizaram dois grupos de receptoras, o primeiro com éguas entre 2 e 9 anos de idade, e o segundo entre 10 e 18 anos. Não foi observada diferença nas taxas de prenhez entre os grupos, porém verificou-se 20,5% de perda embrionária no grupo das éguas mais velhas quando comparado com 13,3% das éguas mais novas, evidenciando desta forma a influência da idade nos resultados dos programas de TE.

2.3 Escore corporal

O índice de escore corporal em éguas pode influenciar diferentes componentes da eficiência reprodutiva, início da estação reprodutiva, tempo de duração do ciclo estral, taxa de concepção, intervalo entre partos e perda embrionária18.

Éguas que iniciam a estação reprodutiva com melhor condição corporal apresentam taxas de concepção mais elevadas que as éguas em piores condições, as éguas magras apresentam também maior intervalo entre partos e necessitam de um maior número de ciclos para ficarem prenhes18.

RIERA19 afirma que éguas receptoras devem estar em balanço energético positivo durante a temporada de transferência. As éguas que recebem embrião devem ser transferidas para piquetes com melhor disponibilidade e qualidade de pastagem. As taxas de prenhez são drasticamente inferiores em éguas que estão em balanço energético negativo, mesmo quando estas estão em boa condição corporal.

As éguas alimentadas com excesso de energia durante a lactação ou com restrição energética durante a gestação e excesso durante o período de lactação apresentam um índice de concepção superior, e uma taxa de mortalidade embrionária inferior àquelas éguas com restrição energética durante a gestação e lactação. As éguas que apresentam bom escore corporal no momento do parto e que passam por restrição energética durante a lactação fazem utilização de sua reserva corporal para compensar os efeitos negativos que podem por em risco a sobrevivência do embrião18.

A taxa de concepção insatisfatória em éguas com condição corporal ruim durante a estação reprodutiva ou que apresentam baixo escore corporal no momento do parto, aparentemente não é influenciada pela nutrição inadequada durante a estação, e sim pela condição nutricional desta no início da estação18.

2.4 Comportamento

Uma característica básica que deve ser considerada para escolha de uma égua receptora é a docilidade, pois uma égua indócil poderá comprometer o manejo, colocando em risco a integridade das pessoas a sua volta e dela própria, e ainda dificultando o manejo do potro6. Éguas estressadas no momento da transferência do embrião podem apresentar uma produção excessiva de cortisol e prostaglandina F2α, que é um agente luteolítico primário em éguas20, por esse motivo, muitos são os técnicos que no momento da transferência realizam uma leve sedação na receptora, visando uma redução do estresse e relaxamento da musculatura da vulva21.

A resposta ao estresse é modulada pela intensidade, duração e frequência do estimulo estressor, sendo assim, o estresse gerado pela privação de alimento, intensas variações climáticas, como chuva, frio ou calor extremo, brigas, redução do espaço físico, transporte e estado fisiológico (parição, lactação ou desmame) pode levar a uma excessiva secreção e liberação de cortisol, que por sua vez poderá alterar ou inibir a secreção de hormônios reprodutivos. Estresse provocado por privação de alimento, 48h após à ovulação, leva a síntese de cortisol e prostaglandina F2α20.

RIVIER & RIVEST22 afirmam que os hormônios liberados em um momento estressante alteram as funções reprodutivas nos três níveis do eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal. No hipotálamo, a secreção do GnRH é inibida, consequentemente não há liberação de FSH e LH pela hipófise, e nas gônadas altera-se a resposta às gonadotrofinas e secreção dos glicocorticoides da adrenal. Os níveis de prolactina e a tiroxina estão frequentemente aumentados em situações de estresse prolongados, enquanto o FSH, LH, insulina, testosterona e estrógenos encontram-se diminuídos.

A resposta dos indivíduos ao estresse é inicialmente desencadeada pela ativação do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA), onde o hipotálamo secreta hormônio liberador de corticotrofina (CRH), que atua na pituitária anterior estimulando a liberação de hormônio adrenocorticotrópico (ACTH) e consequentemente a secreção de glicocorticoides, como o cortisol, pelo córtex da adrenal23. Durante um episódio de estresse há ativação do sistema nervoso simpático e consequentemente liberação de noradrenalina e adrenalina20.

Condições específicas de estresse como: dor intensa provocada por cólica, babesiose aguda, distúrbios emocionais e administração exógena de corticóides, exercem uma influência negativa nas concentrações da progesterona, representando um papel importante na ocorrência da falha de prenhez24.

2.5 Categoria reprodutiva

Há alguns anos a utilização de éguas virgens entre 2 e 4 anos de idade como receptoras de embrião era amplamente difundida como primeira opção na escolha de receptoras, pois acreditava-se que esta categoria era a de maior fertilidade. Comprovou-se que a placenta de éguas jovens que nunca conceberam e seus produtos apresentam menor peso ao nascimento, quando comparados à éguas adultas e pluríparas25. Associado a esta evidência, as potras podem apresentar ciclos erráticos com maior frequência que éguas adultas, além de indocilidade no manejo. Dessa forma, a utilização de potras como receptoras em programas de transferência de embriões não é recomendada6.

Éguas paridas são a maior proporção de receptoras presentes em uma fazenda de criação que utiliza a TE como rotina na reprodução. Devido ao alto custo de manutenção dessas éguas, é fundamental que elas tenham um intervalo entre partos o mais curto possível26.

Quando as receptoras são utilizadas no cio do potro, são relatadas taxas de prenhez reduzidas e morte embrionária elevada, assim como acúmulo de fluido intra-uterino, que tem efeito negativo nas taxas de prenhez27.

2.6 Sanidade geral

A prevenção de doenças tem como objetivo a eliminação ou controle dos patógenos que afetam negativamente a concepção, gestação e desenvolvimento do potro. Um planejamento de sanidade inclui primeiramente a não exposição das éguas gestantes a agentes infecciosos capazes de prejudicar o feto e causar aborto, e em segundo lugar a utilização de vacinas para prevenção de doenças na égua e simultaneamente resultando na formação de anticorpos de transferência colostral para o potro28.

Todos os animais que serão incorporados ao plantel devem ser negativos para o exame sorológico de Imunodifusão em Agar gel específico para anemia infecciosa equina e também para o mormo.

Processos infecciosos que afetam o feto ou placenta durante o último trimestre da gestação podem levar à morte fetal, aborto, ou ao nascimento de potros fracos, dependendo do agente causador e o momento da infecção em relação ao desenvolvimento do feto. Agentes virais, bacterianos, fúngicos e protozoários são capazes de causar aborto. Alguns como Herpesvírus equino tipo 1 (EHV-1) (Rinopneumonite equina) e vírus da arterite equina (EAV) são contagiosos29.

EHV causa doenças respiratórias, abortos, doenças neurológicas, e morte perinatal. EHV-1 e EHV-4 são os dois herpesvírus mais estudados e clinicamente significativos para a espécie equina, e estão intimamente relacionados, porém são antigenicamente distintos. EHV-1 é o tipo predominante responsável por aborto (normalmente depois do quinto mês de gestação), apesar de abortos esporádicos serem associados com as cepas mais virulentas do EHV-4. Cepas do EHV-1 podem variar consideravelmente seu potencial de produzir abortos29.

Durante quatro décadas, a vacinação tem sido usada para controlar a infecção por EHV-1. Várias das vacinas disponíveis atualmente afirmam eficácia contra abortos, e sua aplicação é recomendada no quinto, sétimo e nono mês de gestação. Para profilaxia recomenda-se o isolamento de animais doentes, formação de grupos de éguas em fases semelhantes de gestação, evitar situações de estresse em éguas gestantes, e quarentena de novos animais antes destes serem incorporados ao rebanho29.

A arterite viral equina pode provocar doenças semelhantes a gripe em cavalos adultos, aborto, e doenças respiratórias graves em potros jovens. Edema de membros, bolsa escrotal, glândulas mamárias, e na região periorbital são também descritos29. Abortos foram relatados em éguas entre o terceiro e o décimo mês de gestação. Existe apenas uma vacina aprovada nos EUA e Canadá, que é considerada segura e eficaz em éguas não prenhes e garanhões. Os animais devem ser mantidos isolados durante 28 dias após a vacinação29.

Placentites são responsáveis por muitos casos de abortos, natimortos, e perdas perinatais em equinos. As bactérias mais comumente identificadas nestes casos são Streptococcus equi zooepidemicus, Escherichia coli, Leptospira spp., Crossiella equi, Pseudomonas spp., S. equisimilis, Enterobacter spp., Klebsiella spp., Staphylococcus spp., e Actionbacillus spp. A ascensão das bactérias ocorre na maior parte das vezes por via vaginal. Clinicamente, as éguas podem ter um corrimento vaginal, grande desenvolvimento do úbere, e parto de potro prematuro ou morto, a maioria dos abortos tendem a ocorrer entre o 9 e 10 mês de gestação29.

Abortos por leptospirose ocorrem com mais frequência após o sexto mês de gestação e geralmente não são acompanhados de quaisquer sinais premonitórios. Para profilaxia recomenda-se a vacinação semestral de todos os animais do rebanho29.

Em relatos esporádicos de fungos produtores de aborto citam Aspergillus fumiga e Mucor spp., Allescheria boydii, Histoplasma capsulatum, Cryptococcus neoformans e Candida albicans29. Há relatos na literatura de abortos decorrentes de protozoários como Trypanosoma evansi, Equiperdum tripanossoma, Babesia spp., e Neospora spp.29.

Parasitas constituem uma grande ameaça à saúde de todos os cavalos, incluindo a égua gestante. O controle parasitário é um fator importante durante a gestação, estando relacionado não só com a condição geral da égua, mas também com o estado do potro ao nascer. O grau de importância de uma infecção parasitária depende do potencial patogénico de uma espécie invasora, número de parasitas envolvidos na infecção, idade do animal e sua resistência30.

2.7 Sanidade reprodutiva

Um dos aspectos mais importantes para que se mantenha a gestação é a existência de um útero sadio, sem alterações anatômicas ou histológicas, particularmente no endométrio31. Desta forma, o diagnóstico de subfertilidade em éguas reprodutoras torna-se de extrema importância na tentativa de prevenir ou minimizar perdas econômicas. A biópsia endometrial associada ao exame histopatológico disponibiliza informações importantes sobre as condições do endométrio, permitindo uma correlação entre os achados histopatológicos e a futura perspectiva do desempenho reprodutivo da égua32.

A biópsia endometrial é uma técnica relativamente fácil e segura de realizar, pode ser realizada com o mínimo de equipamento e não proporciona dor ou desconforto ao animal. Para realização deste procedimento, um fragmento endometrial é coletado com o auxílio de uma pinça tipo Yeoman e as amostras devem ser conservadas em formalina a 10%33.

A principal causa de infertilidade ou subfertilidade das éguas, não só no Brasil, mas em todo mundo, é a endometrite, que pode ser definida como uma inflamação aguda ou crônica do endométrio, infecciosa ou não infecciosa. É considerado o terceiro problema mais comumente enfrentado por veterinários de equinos (após a cólica e problemas do trato respiratório). Estes devem conhecer a enfermidade a fundo para tomar as medidas mais adequadas, tanto no manejo preventivo, quanto no tratamento de éguas que já apresentam a endometrite33.

O diagnóstico das endometrites deve ser realizado através do histórico do animal e exames preventivos. Antes de iniciá-lo na vida reprodutiva deve ser verificada a anatomia vulvar e perineal, a funcionalidade da cérvix, com auxilio da ultrassonografia, avaliar presença ou não de fluido intrauterino durante o diestro, e realizar citologia e cultura uterina para verificar a existência de neutrófilos e agentes patogênicos34.

Considerando os distúrbios vasculares como potenciais causadores de alterações endometriais, e que essas alterações estão relacionadas a casos de subfertilidade em éguas, o uso da ultrassonografia (US) Doppler é uma ferramenta importante na avaliação do endométrio. A US Doppler é efetiva na avaliação da perfusão sanguínea do útero de éguas com ou sem cistos uterinos. Em estudo realizado foi observado que regiões císticas apresentam uma menor perfusão sanguínea do que regiões não císticas, sugerindo que distúrbios vasculares estão relacionados com a formação de cistos uterinos35. É provável que o fluxo sanguíneo anormal do útero contribua para formação de cistos, devido ao retorno venoso ineficiente e degeneração arterial, presentes naquele segmento35.

2.8 Influência do dia da ovulação na taxa de prenhez

Prolongar o período de utilização de uma receptora é uma dificuldade
que quando superada pode reduzir os custos do procedimento de TE, a janela de utilização da receptora vai do D3 ao D8 após a ovulação, desde que as éguas apresentem bom tônus uterino na avaliação ginecológica36.

ALONSO21 relata que não houve diferença nas taxas de prenhez das receptoras de embrião transferidas entre os dias 3 a 8 pós ovulação (75,9%, 71,72%, 71,29%, 69,36%, 76,87% e 68,42%, respectivamente).

Ao longo dos anos, diversos experimentos estenderam a janela de assincronia da ovulação, pela necessidade do embrião de transmitir seu sinal para reconhecimento materno antiluteolítico antes ou no décimo dia após ovulação, este sinal previne a regulação cíclica de receptores de ocitocina no endométrio, que dará inicio a cascata luteolítica causada pela PGF21.

A sincronização entre doadora e receptora é relativamente simples quando usada em éguas cíclicas. Um dos protocolos mais utilizados é a aplicação por via intramuscular de PGF na égua doadora, e 1 ou 2 dias após nas éguas receptoras. É necessário que as éguas estejam entre o D 6 e D 14 de diestro e que durante o exame ultrassonográfico os ovários não apresentem um folículo pré-ovulatório37.

A maioria das éguas utilizadas como receptoras em programas de TE são éguas não castradas, porém éguas ovariectomizadas, assim como éguas acíclicas tratadas com progesterona exógena podem ser utilizadas para tal finalidade37.

Rocha Filho et al38 utilizaram um programa comercial de transferência de embriões, onde a preparação das receptoras não-cíclicas foi realizada com duas aplicações consecutivas de cipionato de estradiol (10mg/dia), e no dia seguinte à última aplicação foi administrada progesterona (P4). Os autores utilizaram quatro diferentes protocolos de tratamento com progesterona, 200mg/dia, 400mg a cada dois dias, 1.500mg de progesterona de longa ação a cada sete dias ou a cada seis dias. Os embriões foram transferidos de cinco a oito dias após o inicio da suplementação com progesterona. Como resultado obtiveram taxas de prenhez de 75%, 75,9%, 76,9% e 76,6% respectivamente, semelhantes a do grupo controle (73,3%). Esses resultados demonstram que a aplicação de P4 pode ser realizada 5 a 8 dias antes da TE com adequados resultados de prenhez.

FLEURY et al39 afirmam que a idade do corpo lúteo entre D5 e D8, não exerce qualquer influência sobre as taxas de prenhez. Resultados semelhantes foram obtidos por McKINNON & SQUIRES40 que transferiram embriões para receptoras cujos corpos lúteos estavam entre cinco e dez dias após a ovulação, não encontrando diferença significativa nos índices de gestação.

As informações sobre a relação entre ecotextura e morfologia do corpo lúteo (CL) e a concentração plasmática de P4 são controversas. PIERSON & GINTHER41 citam que o tamanho e a ecogenicidade luteal podem refletir na produção de P4. Entretanto. ALONSO21 sugere que as concentrações plasmáticas de progesterona não apresentam relação com as características uterinas morfoecogenicidade e tônus e com a classificação da receptora como marginal ou aceitável.

2.9 Características uterinas

A escolha da égua através da avaliação ginecológica realizada no momento da transferência é de extrema importância, tendo influência direta sobre a taxa de prenhez. Dentre os diversos elementos considerados, destaca-se a capacidade do útero de conduzir uma gestação a termo17.

Durante o diestro, a concentração de progesterona está elevada, a cérvix encontra-se fechada e a contratilidade miometrial passa a apresentar longos períodos de contração, com baixa amplitude. Associados, esses fatores fazem com que a égua em diestro tenha uma menor capacidade de eliminação das possíveis contaminações e inflamação uterina. Assim, assume-se que as receptoras estão mais predispostas a desenvolver endometrite32.

A aparência do útero na ultrassonografia varia de acordo com a fase do ciclo estral da égua, e é dependente dos níveis de esteroides ovarianos predominantes42. Uma das características observadas na ultrassonografia é a aparência do endométrio. No diestro, as dobras endometriais não são discernidas, e se comparada com o estro, a ecotextura é homogênea. O lúmen do corpo do útero é no geral detectado com uma linha hiperecóica formada por reflexões especulares sobre as superfícies luminais intimamente sobrepostas42.

Para avaliação do tônus uterino da receptora, pode-se se utilizar a seguinte avaliação: Tônus 1: útero com tensão máxima; Tônus 2: útero tenso, porém menos do que o 1; Tônus 3: útero mais flácido que os anteriores, porém ainda diferente do encontrado no estro; Tônus 4: útero flácido, encontrado durante a fase estrogênica21.

A morfoecogenicidade uterina pode ser avaliada através de ultrassonografia e classificada de 1 a 4, sendo: Morfoecogenicidade 1: útero com formato tubular, homogêneo, ecogênico e apresentando diferença mínima entre miométrio e endométrio;

Morfoecogenicidade 2: o útero ainda apresenta formato tubular, heterogêneo, e com maior diferença entre miométrio e endométrio do que o anterior; Morfoecogenicidade 3: ausência de dobras endometriais, mais heterogêneo, com maior diferença entre miométrio e endométrio que os anteriores; Morfoecogenicidade 4: útero com formato pouco tubular, presença de dobras endometriais, heterogêneo, com acentuada diferença entre miométrio e endométrio21.

Baseado nas classificações de tônus e morfoecogenicidade uterina, ALONSO21 classificou as éguas como aceitáveis, marginais ou reprovadas. As receptoras que apresentaram tônus 1 e 2 e morfoecogenicidade 1 e 2 foram consideradas aceitáveis, as marginais apresentaram tônus ou morfoecogenicidade 3 e as reprovadas foram aquelas que apresentaram os dois parâmetros 3 e 4 ou ambos 4.

De acordo com a tonicidade, a cérvix pode ser classificada como aberta ou fechada. A abertura cervical foi constatada pela sua flacidez e mudança de formato ao toque, resultantes de baixa tonicidade, ocasionada pela ação de estrógenos. O fechamento, resultante da ação de progesterona no diestro e na gestação, ocasionando alta tonicidade, foi observado pelo formato tubular e pela consistência firme ao exame43.

SQUIRES44 recomenda que as éguas candidatas a receptoras sejam submetidas a um exame reprodutivo no D5 pós ovulação. Na palpação retal, as éguas devem apresentar cérvix firme e fechada, e um útero arredondado e tubular. Na ultrassonografia, não deve ser detectada presença de edema endometrial ou fluido uterino. O corpo lúteo deve ser identificado e mensurado. As receptoras com um corpo lúteo visível e grande, um útero firme, cérvix fechada são consideradas aprovadas e estão disponíveis como receptoras pelos próximos dias. No geral, 10% das candidatas a receptoras são reprovadas nesse exame, por apresentarem um tônus uterino ruim, ou uma cérvix frouxa e aberta. Essas receptoras não são utilizadas neste ciclo e, se repetidamente não forem aprovadas neste exame do quinto dia, são eliminadas do programa.

CARNEVALE et al17 sugerem que um tônus uterino reduzido pode indicar um ambiente uterino não completamente compatível com o desenvolvimento e crescimento embrionário. Esses autores associam o tônus reduzido à pior qualidade da receptora, com menores taxas de prenhez e maiores taxas de perda embrionária. A progesterona desempenha um papel fundamental na manutenção da gestação, influenciandoas secreções uterinas, presumidamente auxiliando a sobrevivência do embrião e na manutenção da gestação45.

ALONSO21 considera plausível hipotetizar sobre o envolvimento da expressão dos receptores de progesterona no endométrio, uma vez que a ação deste hormônio é mediada através deles. Uma maior concentração de receptores de progesterona no endométrio associada a níveis séricos suficientes de progesterona poderia determinar uma melhor capacidade de secreção histiotrófica do endométrio, melhorando as condições nutricionais do embrião e com isso incrementaria as taxas de prenhez.

O efeito do tratamento com anti-prostaglandínico sobre o tônus uterino e consequentemente sobre as taxas de prenhez foram avaliados por DUARTE & VIEIRA46. Os autores dividiram as receptoras em 5 grupos distintos: éguas com tônus uterino ausente ou fraco, que não foram submetidas a nenhum tratamento (grupo A); éguas que possuíam tônus ausente ou fraco, e foram tratadas com uma única dose de 2g de fenilbutazona no momento da TE (grupo B); éguas com tônus uterino ausento ou fraco, e receberam três doses de 2g de fenilbutazona no dia da TE (grupo C) éguas com tônus moderado a intenso, recebendo uma dose de 2g de fenilbutazona no momento da TE (grupo D); e éguas que possuíam tônus moderado a intenso, e não receberam nenhum tipo de tratamento (grupo E). As taxas de prenhez foram de 36,8%, 35,7%, 63,6%, 82,6% e 79,3% (P<0,05), respectivamente, demonstrando que existe correlação entre a tensão uterina da receptora e a taxa de prenhez. Os animais do grupo C obtiveram resultados semelhantes aos dos grupos D e E, demonstrando efeito benéfico do protocolo de tratamento.

2.10 Custos

Os maiores custos de uma central de transferência de embriões estão relacionados a compra e manejo de receptoras. PESSOA47 avaliando os custos de produção de uma central de TE no estado de São Paulo, de 1996 até 2011, afirma que 25% dos custos estão relacionados a alimentação das éguas receptoras, 22% com a compra de novas receptoras, 22% salário de funcionários, 6% impostos, 4% investimentos em infraestrutura, 5% com manutenção, 2% com medicamentos, 2,5% materiais para processamento de sêmen, 3% materiais para procedimentos de TE, 1,5% exames, 3,5% hormônios e 3% são custos extras.

O melhor resultado financeiro tem sido obtido com a utilização de receptoras dos próprios clientes, mantidas em seus Haras. Dessa maneira a receptora não tem qualquer custo para a central, e as despesas com a gestação se resumem no uso do material para colheita e transferência do embrião47.

3. CONCLUSÃO

Esta revisão bibliográfica permite concluir que a seleção das éguas receptoras, tanto no momento da aquisição, quanto no momento de transferência do embrião é de fundamental importância para o sucesso de um programa de transferência de embrião.

Encontrar uma receptora ideal, uma égua adulta, de tamanho compatível com a doadora, preferencialmente dócil, livre de doenças, com boa habilidade materna, que apresente ciclos regulares com tônus uterino adequado, tem se tornado um desafio cada vez maior para os Médicos Veterinários. Além disso, os custos relacionados à sua compra e manutenção ainda são responsáveis por grande parte dos gastos dos programas de TE.

4. REFERÊNCIAS

1 – ALLEN, W.R., ROWSON, I. E.; Transfer of ova between horses and donkeys. Proceedings of the 7th International Congress on Animal Reproduction and A. I., Munich, p.484-487, 1972.

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Artigo liberado pela revista +Equina, Edição 54. 

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