BORRELIOSE DE LYME-SÍMILE EM EQUINOS: UMA DOENÇA NEGLIGENCIADA E EMERGENTE

(EQUINE LYME-SIMILE BORRELIOSIS: A NEGLECTED AND EMERGING DISEASE) (BORRELIOSIS DE LYME-SIMILE EN CABALLOS: UNA ENFERMIDAD OLVIDADA Y EN ASCENCIÓN)

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BORRELIOSE DE LYME-SÍMILE EM EQUINOS: UMA DOENÇA NEGLIGENCIADA E EMERGENTE

 

(EQUINE LYME-SIMILE BORRELIOSIS: A NEGLECTED AND EMERGING DISEASE)

(BORRELIOSIS DE LYME-SIMILE EN CABALLOS: UNA ENFERMIDAD OLVIDADA Y EN ASCENCIÓN)

Roberta Carvalho Basile

Doutoranda em Clínica Médica Veterinária

Univ. Estadual Paulista (UNESP) – Jaboticabal – SP

basile.roberta@gmail.com

Renatha de Almeida Araújo

Doutoranda em Clínica Médica Veterinária

Univ. Estadual Paulista (UNESP) – Jaboticabal – SP

Matheus Henrique Magalhães Silva

Mestrando em Clínica Médica Veterinária

Univ. Estadual Paulista (UNESP) – Jaboticabal – SP

Guilherme de Camargo Ferraz

Prof. Dr. de Farmacologia Veterinária e Fisiologia do Exercício Equino

Univ. Estadual Paulista (UNESP) – Jaboticabal – SP

Virgínia Nazario Bonoldi

Doutora em Ciências

Faculdade de Medicina – Universidade de São Paulo – SP

Elenice Mantovani

Doutora em Ciências

Faculdade de Medicina – Universidade de São Paulo – SP

Natalino Hajime Yoshinari

Prof. Dr. de Reumatologia Médica

Prof. Responsável pelo LIM-17

Faculdade de Medicina – Universidade de São Paulo – SP

Antonio de Queiroz-Neto

Prof. Dr. de Farmacologia Veterinária e Fisiologia do Exercício Equino

Prof. Responsável pelo LAFEQ

Univ. Estadual Paulista (UNESP) – Jaboticabal – SP

aqueiroz@fcav.unesp.br

RESUMO

A Borreliose de Lyme-Símile é uma zoonose transmitida por carrapatos dos gêneros Amblyomma e/ou Rhipicephalus, análoga à Borreliose de Lyme do hemisfério norte porém tipicamente brasileira, causada por espiroquetas do complexo Borrelia burgdorferi de morfologia atípica. Possui caráter altamente mórbido e recorrente em humanos e é capaz de desenvolver muitas complicações sistêmicas tais como afecções articulares, cardíacas, oftálmicas e neurológicas. É uma infecção pouco diagnosticada e estudada nos equinos nacionais, especialmente em seus aspectos clínicos e terapêuticos, porém o crescente número de diagnósticos em humanos sugere a hipótese de que os equinos possam atuar como reservatórios e transportadores da doença.

Unitermos: Borrelia, carrapatos, infecção, espiroquetas, Elisa, PCR.

ABSTRACT

The Lyme-Simile Borreliosis is a zoonosis transmited by the ticks Amblyomma and/or Rhipicephalus, equivalent of Lyme Borreliosis of north hemisphere, however tipically brazilian, caused by spirochetes of complex of Borrelia burgdorferi with atipical morphology. It has a highly morbid and recurring characteristics in humans and is able to develop many systemic complications such as joint, cardiac, ophthalmic and neurological disorders. It’s an infection rarely diagnosed and studied in the national horses, especially in their clinical and therapeutic aspects, but the growing number of diagnoses in humans suggests the hypothesis that horses can act as reservoirs and carriers of disease.

Keywords: Borrelia, ticks, infection, spirochetes, Elisa, PCR.

RESUMÉN

La enfermedad de Lyme-Simile es una zoonosis transmitida por garrapatas del género Amblyomma y/o Rhipicephalus, similar a la enfermedad de Lyme en el hemisferio norte, pero típicamente brasileña, causada por espiroquetas del complejo Borrelia burgdorferi con morfología atípica. És muy morbosa y se repite en los seres humanos y es capaz de desarrollar múltiples complicaciones sistémicas, como los trastornos articulares, cardíacos, oftalmológicos y neurológicos. Es una infección poco diagnosticada y estudiada en los caballos nacionales, especialmente en sus aspectos clínicos y terapéuticos, pero el creciente número de diagnósticos en humanos sugiere la hipótesis de que los caballos pueden actuar como reservorios y transmisores de enfermedades.

Palabras clave: Borrelia, garrapatas, infección, espiroquetas, Elisa, PCR.

Introdução

A Borreliose de Lyme (BL), ou Doença de Lyme (DL), foi descoberta nos EUA em 1975 ao serem identificados casos de artrite idiopática juvenil pós exposição a carrapatos. O agente etiológico da BL foi identificado em 1982 por Willy Burgdorfer, sendo então denominada Borrelia burgdorferi1, apesar de pesquisadores europeus já conhecerem diferentes aspectos desta enfermidade.

Define-se a Borreliose de Lyme como uma zoonose encontrada nos EUA, Europa e Ásia, transmitida por carrapatos do complexo Ixodes ricinus, causada por espiroquetas do complexo Borrelia burgdorferi sensu lato, causadora de inúmeras manifestações clínicas sistêmicas2 em humanos e animais domésticos, incluindo os equinos. Existem ainda quatro grupos de enfermidades distintas causadas por borrelias, a citar: a febre recorrente epidêmica humana, causada pela B. recurrentis; a borreliose aviária, que promove um processo anemiante febril e grande mortalidade em aves e é provocada pela B. anserina; a borreliose bovina, que acomete bovinos e equinos provocando quadros de anemia, causada pela B. theileri e o aborto enzoótico bovino, que acomete bovinos e cervídeos, sendo determinada pela B. coriaceae3.

Borreliose de Lyme no Brasil

A primeira pesquisa da BL em humanos no Brasil foi realizada por YOSHINARI e colaboradores4, porém o primeiro caso no país foi diagnosticado somente em 1992. O crescente número de casos identificados evidenciou diferenças entre a doença que se desenvolvia no hemisfério norte em relação ao Brasil5,6,7,8. Sob o aspecto epidemiológico, no Brasil não há ocorrência suficiente de carrapatos do gênero Ixodes de forma a poder classificá-los como vetores preferenciais do agente. Clinicamente, apesar da ocorrência de sinais tais como o eritema migratório (característica patognomônica da DL) e das complicações sistêmicas habituais, a enfermidade brasileira cursa com recorrências, especialmente se o tratamento com antibióticos é iniciado após três meses do evento da infecção. A pesquisa de anticorpos anti-Borrelia americana ou européia, apesar de relevante para o diagnóstico, resulta em títulos baixos e oscilantes. Constata-se ainda que os doentes no Brasil apresentam alta frequência de anticorpos dirigidos contra diferentes constituintes celulares. Dessa forma, a enfermidade identificada no país é denominada Doença de Lyme-Símile (DLS) ou Borreliose de Lyme-Símile (BLS), de forma a diferenciá-la da forma clássica da doença9.

Ainda com relação às diferenças entre a forma clássica e brasileira da doença, pesquisas realizadas no Laboratório de Investigação em Reumatologia do Hospital das Clínicas da FMUSP (LIM-17 HCFMUSP) mostraram a ocorrência de microorganismos com estruturas morfológicas semelhantes a Mycoplasma spp, Clamydia spp e espiroquetídeos sem flagelos no sangue periférico de pacientes com DLS (Figura 1). Porém, foi constatada sorologia negativa para Mycoplasma spp e Clamydia spp nestes indivíduos, sugerindo-se então uma diferença morfológica entre a B. burgdorferi e o microorganismo identificado como possível agente causador da BLS2. Além disso, os testes sorológicos específicos para a identificação da B. burgdorferi sensu lato norte americana ou europeia apresentam baixa sensibilidade quando aplicados aos pacientes brasileiros10.

Figura 1 – Borrelia burgdorferi em microscopia eletrônica (Cortesia do Prof. Dr. Natalino Yoshinari).

Assim, define-se a Borreliose de Lyme-Símile como uma zoonose transmitida por carrapatos dos gêneros Amblyomma e/ou Rhipicephalus, tipicamente brasileira, causada por espiroquetas do complexo Borrelia burgdorferi, de morfologia atípica tanto nos hospedeiros vertebrados quanto invertebrados. Possui caráter altamente mórbido e é capaz de desenvolver complicações sistêmicas ao longo de sua evolução, determinando o surgimento de enfermidades crônicas, especialmente neurológicas e articulares, acompanhadas de manifestações de autoimunidade2. Esta doença também foi denominada como Síndrome de Baggio-Yoshinari (SBY) em humanos.

A Borreliose de Lyme nos animais

Além da identificação da BL em humanos, esta enfermidade foi reconhecida como capaz de infectar animais silvestres e domésticos. Nos EUA, o agente está amplamente disseminado em roedores e cervídeos, os quais atuam como reservatórios naturais. Os animais domésticos, tais como os caninos, bovinos e equinos, comportam-se como agentes transportadores dos vetores. Diferente da infecção subclínica nos animais silvestres, o agente é capaz de provocar manifestações da doença nos animais domésticos11,12,13. No Espírito Santo, foi identificada uma importante associação entre a ocorrência de casos de SBY e a presença de capivaras, sugerindo que os carrapatos que parasitam estes roedores podem participar do ciclo epidemiológico da doença em humanos14.

SALLES e colaboradores15 observaram que equinos expostos a carrapatos possuem maior frequência de soropositividade para B. burgdorferi cepa G39/40 nos testes Elisa indireto e Western blotting, quando comparados àqueles com controle rigoroso de ectoparasitas. Borrelias viáveis já foram encontradas na urina de equinos saudáveis em uma região endêmica dos Estados Unidos16, alertando para a possibilidade de transmissão do agente por vias de contato, tal como ocorre com as leptospiras, além da picada do carrapato.

No Brasil, estudos15 detectaram a ocorrência média de 9,8% de equinos soropositivos no estado do Rio de Janeiro, sendo que em Seropédica foi encontrada frequência de 42,8%. Identificou-se ainda que a ocorrência de anticorpos homólogos anti-Borrelia em equinos nos municípios de Três Rios e Vassouras17 foi de 28,4% e no Belém do Pará18 foi de 26,7%. Em bovinos, um estudo19 identificou a ocorrência de 54,9% de animais soropositivos. Em cães, pesquisadores obtiveram soropositividade em 48,25% dos animais testados20. A ocorrência da BL em veterinários de animais silvestres é de aproximadamente 6,4% de soropositividade21.

Epidemiologia

A infecção é geralmente adquirida por meio de larvas ou ninfas de carrapatos que se aderem aos animais, sendo que o DNA da B. burgdorferi sensu lato é mais frequentemente encontrado nas fêmeas. A espiroqueta é transmitida entre os carrapatos pela forma transestadial, transovariana e ainda, ao estarem aderidos ao mesmo hospedeiro, mesmo que não ocorra carga bacteriana suficiente para a infecção deste. Uma vez que o carrapato está aderido ao hospedeiro e engurjitado, as espiroquetas migram através do mesentério e hemocele, atingindo as glândulas salivares cerca de 18 horas após o início da adesão. O ciclo completo da B. burgdorferi na natureza ainda é desconhecido22.

Patogenia

B. burgdorferi é capaz de se evadir do sistema imunológico dos hospedeiros vertebrados e estabelecer infecções crônicas residindo em alguns tecidos específicos por longos períodos de tempo – pele, fáscias, tecido perineural e membranas sinoviais23. Esta espiroqueta possui atividades de estimulação celular e imunológicas próprias, as chamadas lipoporteínas de superfície exterior (outer surface lipoproteins – Osp’s). OspA e OspB estimulam os linfócitos B e a produção de citocinas pelos macrófagos e células endoteliais24, resultando na penetração das espiroquetas através do endotélio vascular. Os neutrófilos também são ativados pelas OspA de maneira similar à ativação realizada pelo LPS (lipopolissacarídeo de bactérias gram-negativas). A B. burgdorferi também é capaz de promover hemólise mais intensa em equinos do que em outros animais25. Alguns pesquisadores também afirmam que a infecção por B. burgdorferi reduz dramaticamente os níveis de retinol por um mecanismo ainda desconhecido, promovendo uma deficiência transitória de vitamina A. Esta vitamina promove a modulação da síntese de IL-12 e IFN-γ, predispondo a uma resposta inflamatória excessiva, o que explicaria a artrite aguda provocada pela Doença de Lyme26.

Sinais clínicos

A BL pode provocar manifestações clínicas em equinos tais como febre e letargia27,28, artrite29,30, claudicação31, rigidez muscular32, abortamento33, meningorradiculoneurite e encefalite34,35,36, uveíte29,30,37 (Figura 2) e morte prematura de potros38. Uma possível explicação para que haja um leque de manifestações tão vasto é a alta probabilidade de co-infecção com outros patógenos, como o Anaplasma phagocytophilum e a Erlichia equi39.

Figura 2 – Equino com uveíte apresentando opacidade de córnea, epífora, blefaroespasmo e hiperemia conjuntival.

 

Técnicas de diagnóstico

O diagnóstico mais comum da infecção por B. burgdorferi em cavalos é realizado pela detecção de anticorpos. Os mais frequentes são os testes de imunofluorescência (IFA) e ELISA, sendo que este último apresenta maior sensibilidade em equinos40. Testes de especificidade para IFA e ELISA revelaram mínima reação cruzada com antígenos anti-Leptospira41. Em geral, devido à lenta multiplicação destas espiroquetas no hospedeiro, os títulos de imunoglobulina G (IgG) podem levar de 3 à 6 semanas para serem detectáveis e de 8 à 16 semanas para atingirem seus picos de máxima concentração23,15,42. Porém, como a especificidade dos testes IFA e ELISA ainda é questionável, dado um resultado positivo, este deve ser comprovado por meio de um segundo método. Geralmente adota-se o uso de Western blotting para detecção de anticorpos contra antígenos específicos da Borrelia43 ou ainda o PCR para detecção direta do agente, sendo este o teste com mais alta sensibilidade e especificidade40,42.

Diagnóstico diferencial

A grande variedade de sinais clínicos torna amplo o diagnóstico diferencial da doença, dentre os quais pode-se citar: polirradiculoneurite por encefalomielite protozoária equina (EPM)44, uveíte reccorrente equina por leptospirose ou Onchocerca cervicalis45, arritmia paroxística idiopática, poliartrites, miopatias por esforço, abortamento por herpesvirus equino (HVE-1), febre e letargia por babesiose ou erliquiose.

Formas de tratamento

O tratamento realizado com oxitetraciclina (6,6 mg/kg, IV, a cada 12 h) durante 3 semanas se mostrou eficaz em equinos quando comparado ao uso de doxiciclina (10 mg/kg, VO, a cada 12 h) ou ceftiofur (2,2 mg/kg, IM, a cada 12 h) em pôneis infectados experimentalmente32. Somente a oxitetraciclina promoveu resultados negativos tanto na cultura quanto no PCR de tecidos (linfonodos, pele, fáscias musculares, membranas sinoviais, pericárdio, meninges) ao final do tratamento. A oxitetraciclina pode ainda ser administrada (5,0 mg/kg, IV, a cada 24 h) por 4 semanas, com alta eficácia na eliminação da borreliose de Lyme em equinos42.

Considerações finais

A Borreliose de Lyme-Símile é uma doença pouco estudada e diagnosticada nos equinos nacionais. Porém, as pesquisas realizadas até o momento demostram que sua frequência de ocorrência é bastante relevante. Dada sua importância devido às múltiplas manifestações clínicas e também por ser uma zoonose, esta doença deverá se tornar cada vez mais mapeada e tratada. O controle dos vetores e o tratamento dos equinos infectados não se restringe somente ao negócio do cavalo, pois a manutenção de animais infectados se reflete em uma questão de saúde pública.

Agradecimentos

Às colegas Dra. Virgínia Lúcia Nazario Bonoldi e Dra. Elenice Mantovani, colaboradoras do Laboratório de Reumatologia (LIM-17) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. O laboratório está disponível para a realização da sorologia em equinos. E-mail: yoshinari@lim17.fm.usp.br. Telefone: (11) 3061-7496.

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Artigo Autorizado pela Revista +Equina

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