Cavalo Árabe

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Acredita-se que o cavalo árabe é descendente direto do seu ancestral pré-histórico, sendo considerada a raça mais antiga do mundo com um grau de pureza único por não ter nenhuma outra raça na sua origem. Sua primeira aparição data do século 16 antes de Cristo, onde sua imagem foi encontrada em hieróglifos egípcios (MARTINS, 2007).

Sua altura pode variar entre 1,40 a 1,63m, possui um porte longilíneo e elegante, sua cabeça é pequena, curta e com perfil côncavo. Os olhos são grandes, negros e inseridos de forma equidistante tanto na horizontal como na vertical. As orelhas são pequenas, atentas e bem inseridas, possui narinas grandes e flexíveis. A pelagem pode apresentar tordilho, castanho, alazão e preto (MACHADO et al., 2012).

 

A cauda está sempre erguida devido ao fato de que a primeira vértebra da cauda é levemente inclinada para cima, o pescoço é arqueado e o corpo muito forte. A pele negra reduz o reflexo da luz do sol e protege contra queimaduras. É também fina proporcionando rápida evaporação do suor resfriando o animal mais rapidamente. Uma característica do cavalo árabe é protuberância acima dos olhos, chamada de jibbah,  uma característica presente nos potros e em alguns animais adultos. O jibbah melhora a capacidade respiratória devido ao aumento da cavidade nasal. Sua prepotência genética é utilizada para regenerar animais de trabalho e esporte através da mestiçagem (PERROY, 2017).

É um animal que apesar de estar sempre atento, possui temperamento dócil e a inteligência é uma das suas virtudes mais admiradas. Por ser bastante rústico e resistente adapta-se bem a diferentes tipos de trabalho, terreno e clima. Sua resistência foi adquirida no deserto como cavalo de guerra de impérios Caldeus, Persas, Hititas e Assírios. Além disso, o deserto era extremamente quente no período diurno e frio no período noturno. Mais tarde, o árabe foi capturado pelos beduínos, povo nômade que percorriam grandes distâncias e algumas vezes guerreavam, exigindo dos animais força, rapidez e resistência. (PERROY, 2017).

Os primeiros registros dos cavalos árabes importados para o Brasil aconteceu entre os anos de 1826 a 1885, nessa época a importação mais famosa foi feita pelo estadista Joaquim Francisco de Assis Brasil, que trouxe três importantes garanhões: Amir, Maalek e Mazir que nasceram no próprio deserto. A fêmea Airé, filha de Risfan e da fêmea Racbdar, nasceu em 1929, sendo o primeiro puro sangue árabe brasileiro (PERROY, 2017).

São 35 mil cavalos árabes puros registrados no Brasil, com maior concentração de animais no estado de São Paulo. Atualmente, o país se destaca no setor de exportação, criadores da Europa, América do Sul e do Norte, Oriente Médio e Austrália importam animais devido à evolução genética sofrida pelos cavalos brasileiros (NOSSO CAMPO,2015).

Garanhão árabe em exposição da raça, Matisse FM. Fonte: segs.com.br

Anualmente acontecem diversas exposições no Brasil que tem como destaque o cavalo árabe como a Exposição Nacional do Cavalo Árabe, o Circuito Copa Brasil de Criadores, Expo Brasil Central do Cavalo Árabe, Expo Grande Arabian Show, entre outras (ABCCA, 2017). Na 35o Exposição Nacional do Cavalo Árabe, o campeão foi Matisse FM, do expositor Carlos Roberto Menezes e a campeã foi Queen Ayda FWM, exposta pela Casa Branca Agro-Pastoril (NASCIMENTO, 2016).

 

Texto por: Tainara Luana da Silva Soares, 7° período, Centro Universitário de Patos de Minas, Patos de Minas.

Edição e Revisão: Deivisson Aguiar, Médico Veterinário CRMV ES 1569

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

ABCCA. Associação Brasileira de Criadores do Cavalo Árabe. Disponível em http://www.abcca.com.br/. Acesso em: 27/04/2017.

MACHADO, J.; NATARELLI,N.; MASTROBUONO, M. O cavalo ideal. Rev. Guia Horse, n.2, 2012. p.68.

MARTINS, C.B. Adaptações do músculo glúteo médio em equinos submetidos a treinamento de resistência e suplementados com diferentes concentrações de óleo de soja. 2007. 98f. Tese (Doutorado em Medicina Veterinária)- Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinária, Jaboticabal, 2007.

NASCIMENTO, S. Os cavalos campeões da Nacional do puro-sangue árabe. 2016. Disponível em <http://revistagloborural.globo.com/Colunas/sebastiao-nascimento/noticia/2016/11/os-cavalos-campeoes-da-nacional-do-puro-sangue-arabe.html>. Acesso em: 26/04/2017.

NOSSO CAMPO. Cavalo árabe criado no Brasil ganha espaço no mundo. 2015. Disponível em http://g1.globo.com. Acesso em:30/04/2017.

PERROY, L. História do cavalo no mundo. Disponível em http://www.portalsaofrancisco.com.br/animais/cavalo-arabe. Acesso em: 26/04/2017.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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