Leptospirose Equina

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A leptospirose é uma zoonose bacteriana de grande importância em todo o mundo. É causada por espiroquetas (Bactérias de forma helicoidal) da espécie Leptospira, que acomete animais domésticos, silvestres e o homem (De forma acidental). As formas mais comuns de infecção ocorrem através do contato direto com animais infectados e através de exposição ao solo ou água, contaminados por urina de animais portadores da doença.

Nos equinos, a leptospirose é considerada uma doença reprodutiva, podendo ser aguda ou crônica e apresenta-se geralmente assintomática.  Além das formas de infecções já citadas, ela pode ocorrer através de fluidos placentários, sêmen, etc. Éguas prenhes podem transmitir a doença para o feto através da placenta que leva a abortos geralmente no 6º mês de gestação, natimortalidade e nascimento de potros prematuros e fracos. A infecção também está associada à uveíte (Inflamação intra-ocular) que pode resultar em cegueira, baixo desempenho do animal e outros sinais sistêmicos.

O diagnóstico da Leptospirose inicia-se através da associação de dados epidemiológicos da região e sintomas clínicos do animal. Sua confirmação laboratorial pode ser feita através da identificação direta da Leptospira feita através de microscopia e testes sorológicos onde o mais utilizado e recomendado pela OMS (organização mundial de saúde) é o Teste de Aglutinação Microscópica – MAT.

O controle da Leptospirose deve ser realizado através da eliminação de roedores e do acumulo de água e lixo das instalações. As excretas e restos placentários devem ser descartados em local adequado e equipamentos de uso zootécnico devem ser mantidos limpos e desinfetados.  Como a infecção também pode ser transmitida por outras espécies como cães, a identificação da infecção destes animais deve ser precoce e o tratamento específico deve ser realizado.

A prevenção individual dos equinos é feita através da implantação de um programa de vacinação. Testes sorológicos regulares podem ser realizados para evitar novos surtos e também deve ser feito controle de novos animais que sejam introduzidos no plantel. O tratamento de animais infectados é feito com antibioticoterapia que deve ser realizada através da orientação de um médico veterinário.

 

Texto por: Hugo Garcia da Silveira, Médico Veterinário, CRMV/SP 38695

Edição e Revisão: Deivisson Ferreira Aguiar – Médico Veterinário

 

REFERÊNCIAS:

Ciência Rural, Santa Maria, v.34, n.1, p.271-274, jan-fev, 2004 Leptospira sp. as a cause of equine abortion

LEPTOSPIROSE: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS, CLÍNICOS E

LABORATORIAIS. RODRIGUES V. S. 2011

LEPTOSPIROSE: UMA DOENÇA DE OCORRÊNCIA ALÉM DA ÉPOCA DAS CHUVAS. M.E. Genovez Instituto Biológico, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Sanidade Animal, Av. Cons. Rodrigues Alves Biológico, São Paulo, v.71, n.1, p.1-3, jan./jun., 2009

SIQUEIRA, C. C. Leptospirose equina : estudo soroepidemiológico nas regiões metropolitana de Salvador e recôncavo baiano / Cândida Conrado Siqueira. – 2012. 75 f. : il.

Imagem:http://byvet.blogspot.com.br/2010/09/manejo-de-eguas-prenhas-parte-ii.html>

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