PASTAGEM PARA EQUINOS

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Os equinos são animais herbívoros não ruminantes, com ceco e cólon funcionais onde ocorre a digestão microbiana dos alimentos fibrosos. Ao longo de séculos esses animais viveram livres, tendo como fonte alimentar pastagens naturais compostas por diferentes espécies vegetais que forneciam todos os nutrientes necessários a sua sobrevivência. Com o processo de domesticação, houve a diminuição das espécies forrageiras ofertadas e novas variedades foram introduzidas na alimentação, provocando uma mudança nutricional e comportamental dos equinos (ZANINE et al., 2006).

Na alimentação animal são usados para a formação de pastagens gramíneas e leguminosas. As gramíneas apresentam grande capacidade de produção e melhor adaptabilidade a ambientes diferentes e as leguminosas possuem um teor maior de proteína e suas raízes possuem microrganismos capazes de realizar a fixação biológica de nitrogênio. Independente da espécie cultivada, existem algumas regras que devem ser seguidas para formar uma pastagem de qualidade (VICTOR et al., 2007).

Para iniciar o estabelecimento de uma pastagem deve-se escolher a espécie forrageira que será implantada, para isso deve ser levado em consideração categoria animal sistema de pastejo, produção estacional, implantação e formas de utilização da forragem. Depois de feita a escolha da espécie forrageira, deve ser feita a amostragem do solo da área pretendida para plantio. Essa etapa é de grande importância, pois, através da amostragem será feito as análises que determinam a quantidade de nutrientes que devem ser fornecidos ao solo para obter máximo desempenho das plantas (DITTRICH, et al., 2011).

O primeiro passo é dividir a área em glebas homogêneas, e a partir de então são colhidos pequenas amostras de solo de forma a representar toda a área, posteriormente essas amostras simples são misturadas formando uma amostra composta, onde aproximadamente 0,5kg são levados para o laboratório para que seja realizada a análise. Deve sempre evitar coletar amostras em áreas de voçorocas, beiras de estradas, perto de bebedouros, cocheiras e saleiros, qualquer lugar que possa “mascarar” a composição real do solo. A coleta do material deve ser feita em “zigue-zague” (CARDOSO et al., 2009).

Figura 1: amostragem do solo em forma de “zig-zag”.

Com o resultado do laboratório, são feitos os cálculos para calagem e adubação. As principais adubações feitas são: nitrogenadas, fosfatadas e de potássio, porém algumas vezes são aplicados micronutrientes principalmente se a plantar apresentar deficiência destes (CARDOSO et al., 2009).

Outro fator importante é o manejo do pastejo, o equino possui dentes incisivo e grande motilidade labial, sendo capaz de realizar o corte da forragem rente ao solo. Caso a pastagem seja manejada de forma errada, esse fator pode acarretar na morte da forragem. Para evitar tal fato devem ser respeitadas as alturas de saída e entrada dos animais nas pastagens (ZANINE et al., 2006).

O manejo da pastagem deve maximizar o desempenho animal sem extinguir a forrageira, buscando um alto rendimento da planta com a melhor qualidade possível, onde a pressão de pastejo seja compatível com a capacidade de suporte da pastagem. O subpastejo e o superpastejo devem ser evitados, pois o primeiro acarreta em perda de forragem e valor nutritivo e o segundo pode causar degradação do solo e exaustão da pastagem (VENDRAMINI et al., 2010).

A pastagem deve ser entendida como qualquer outra cultura, assim torna-se necessários cuidados com seu estabelecimento e manejo. Para o equino ela fornece nutrientes e espaço para exercícios e para o dono ela deve prover economia.

Texto por: Tainara Luana da Silva Soares, 8° período, Zootecnia, Centro Universitário de Patos de Minas, Patos de Minas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CARDOSO, E. L.; FERNANDES, A. H. B. M.; FERNANDES, F. A. Análise de solos: finalidade e procedimentos de amostragem. Embrapa Pantanal-Comunicado Técnico (INFOTECA-E), 2009.

DITTRICH, J.R; SILVEIRA, E.O. Forragens para equinos. III SIMEQ – Simpósio de Equideocultura. 2011.

VENDRAMINI, O.M.; MENDONÇA,P.T. Alimentação de cavalos. Viçosa, CPT, 2010.

VICTOR, R.P; ASSEF, L.C; PAULINO, V.T. Forrageiras para equinos. Disponível em < http://www.iz.sp.gov.br/pdfs/1188937298.pdf >. Acesso em: 11/08/2017.

ZANINE, A.M.; SANTOS, E.M.; FERREIRA, D.J.; CECON, P.R. Hábito de pastejo de equinos em pastagens tropicais de diferentes estruturas. Arq. ciên. vet. zool. UNIPAR, Umuarama, v. 9, n. 1, p.83-89, 2006.

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