PERFIL DAS HEMOPARASITOSES DOS EQUIDEOS NO SEMIÁRIDO PARAIBANO

Os hemoparasitos se agrupam em um grande número de agentes etiológicos que causam doenças de grande importância para a saúde pública e animal. Entre estes agentes a Babesia em equinos tem se destacado, pois causa uma enfermidade com importante dano à sanidade animal com comprometimento da função equina.

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PERFIL DAS HEMOPARASITOSES DOS EQUIDEOS NO SEMIÁRIDO PARAIBANO

 

André Flávio Almeida Pessoa

Gildeni Maria N. Aguiar
Leonardo Alves de Farias
Luedja Carla V. M. Gomes

Alunos do Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária da Universidade Federal de Campina Grande, Patos – PB

Ana Célia Rodrigues Athayde

Professora Adjunta UFCG – Patos –PB\

RESUMO

Objetivou-se com este estudo analisar o perfil das hemoparasitoses, bem como verificar os achados clínicos e epidemiológicos dos equinos atendidos na região do semiárido Paraibano. Então foram revisados os prontuários de casos de hemoparasitoses e de outras enfermidades em equídeos atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Campina Grande, em Patos, no período de janeiro de 2002 a dezembro de 2012, mediante levantamento de fichas clínicas e exames hematológicos. Dos 1719 equídeos atendidos no período estudado, 30 animais tinham problemas relacionados ao sistema hematopoiético, sendo detectados oito (26,6%) casos sugestivos de babesiose. A doença causa prejuízos econômicos e de performance animal sugerindo a necessidade de estudos imunodiagnósticos para a detecção do índice de animais soropositivos na região.

ABSTRACT

The objective of this study was to analyze the profile of hemoparasitoses and verify the clinical and epidemiological equine assisted in the semi-arid region of Paraiba. So we reviewed the medical records of cases hemoparasitoses and other diseases in horses treated at the Veterinary Hospital of the Federal University of Campina Grande, in Patos, from January 2002 to December 2012 through survey and hematological medical records. Of the 1719 horses treated during the study period, 30 animals had problems related to hematopoietic system, detected eight (26.6%) cases suggestive of babesiosis. The disease causes economic losses and animal performance studies suggesting the need for immunodiagnostic detection rate of positive animals in the region.

INTRODUÇÃO

Os hemoparasitos se agrupam em um grande número de agentes etiológicos que causam doenças de grande importância para a saúde pública e animal. Entre estes agentes a Babesia em equinos tem se destacado, pois causa uma enfermidade com importante dano à sanidade animal com comprometimento da função equina.

Distribuídos em grande parte do mundo e podendo causar principalmente anemia nos animais domésticos, as Babesias são protozoários parasitos intraeritrocitários transmitidos por carrapatos através do seu aparelho bucal. Nos equinos as espécies transmissoras são o Dermacentor sp, Rhipicephalus sp e o Hyalomma sp1.

Conhecida como piroplasmose, atualmente conhecida como teileriose, ou babesiose é causada por dois tipos de protozoários intraeritrocitários podem infectar equinos, a Babesia caballi, que é um protozoário relativamente grande, e a Theileira equi (antigamente designada como B .equi) que infecta inicialmente linfócitos e posteriormente hemácias e que podem ser visualizadas em esfregaço sanguíneo em formas de roseta e de cruz de malta. A transmissão da B. caballi se dá de forma transovariana (vertical), em quanto que a T.equi se dá de forma transestadial (horizontal). Os agentes causam sintomatologias diferentes, a B. caballi leva a um quandro mais brando quando relacionado a T. equi2.

A incidência da doença aumenta em rebanhos de animais que são criados conjuntamente com bovinos, devido a presença do carrapato Rhipicephalus Boophilus microplus, principal espécie de carrapato dos bovinos, que atua como um transmissor potencial da T. equi entre os animais. Já que os equinos, uma vez infectados são sempre fontes de infecção para os demais a partir da transmissão pelo carrapato3. Os equinos são hospedeiros alternativos do carrapato Rhipicephalus Boophilus microplus, neste hospedeiro o carrapato não tem a mesma eficiência que a apresentada nos bovinos, não são encontradas fêmeas ingurgitadas e eles são capazes de desenvolver uma geração nos equinos, terminando o ciclo nos bovinos, seus hospedeiros definitivos4.

Aparentemente todos os equinos são susceptíveis aos parasitas. Os sinais clínicos podem desenvolver após um período de incubação de 5 a 28 dias. Os sinais mais observados são a febre, que pode variar de 39º C até 42º C, a anemia hemolítica, a icterícia e a hemoglobinúria, sendo que os dois primeiros mais comum em babesioses por B. caballi, e a hemoglobinúria e morte mais frequente em infecções por T. equi por se tratar de cepa mais patogênica. Depressão, anorexia, incoordenação, lacrimejamento, secreção nasal mucosa, edema de pálpebras e decúbitos, podem ocorrer menos frequentemente. Ainda, casos de mortes superagudos (até 48 horas) e animais portadores assintomáticos, podem ocorrer5,6.

O diagnóstico da babesiose equina é realizado com o exame direto ao microscópio (pesquisa de parasitos em esfregaços sanguíneos corados), podendo ser muito útil para os casos agudos quando há alta parasitemia, porém com limitações em infecções crônicas. Geralmente se verifica os sinais clínicos associados a alguns parâmetros do hemograma como contagem de eritrócitos, hematócrito e contagem de leucócitos para se realizar o diagnóstico. Várias técnicas sorológicas podem ser usadas como a Fixação do Complemento, a Imunofluorescência, o Elisa e mais recentemente as técnicas de biologia molecular2.

Ao destacar os prejuízos na equinocultura, a babesiose equina representa uma parasitose que determina prejuízos diretos como a queda de performance até a morte de animais, sendo a redução do desempenho a principal queixa relacionada, quando se trata de equinos de competição. Já os prejuízos indiretos ocorrem devido à restrição de comercialização e do transporte internacional de equinos soropositivos em alguns países, principalmente Estados Unidos e Canadá, onde a doença é considerada exótica e requer um rigoroso controle sanitário, devido existir o risco de torna-se endêmica em razão dos vetores (carrapatos)7.

Inquéritos de soroprevalência a respeito da Babesiose em equinos mostram que a frequência da doença é alta nos rebanhos 8,9, sendo esta uma doença bastante difundida em regiões tropicais e subtropicais6. Existem animais que apresentam-se como portadores da doença, sem a manifestação de sinais clínicos, no entanto, quando expostos a situações de estresse físico ou cirúrgico desencadeiam crises agudas da enfermidade em um pós operatório imediato. Esses equinos portadores também podem servir de fonte de infecção aos demais, pois além de albergar o protozoário, contribuirá como fonte de carrapatos infectados5.

Em animais com histórico de queda de performance esportiva deve-se considerar a infecção por Babesia, pois nas condições estudadas essa foi a única enfermidade que causou esse quadro. E animais convalescentes da babesiose, necessitam de cuidados, pois a ocorrência de acidentes nesta fase da doença tende a ser elevada10.

Objetivou-se com este estudo analisar o perfil das hemoparasitoses, bem como verificar os achados clínicos e epidemiológicos dos equinos atendidos na região do semiárido Paraibano.

MATERIAL E MÉTODOS

Foram revisados os prontuários de casos de hemoparasitoses e de outras enfermidades em equídeos atendidos no Hospital Veterinário (HV) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), em Patos, no período de janeiro de 2002 a dezembro de 2012, mediante levantamento de fichas clínicas e exames hematológicos.

Foram avaliados os dados de identificação do animal, anamnese, exame físico, assim como o desfecho do caso (alta ou óbito). As variáveis consideradas na ficha clínica foram espécie, sexo, idade, raça, sazonalidade, tipo de manejo, contato com outras espécies, presença e/ou tratamento para ectoparasitas e endoparasitas e alterações no exame clínico. Os parâmetros hematimétricos foram avaliados através dados fornecidos pelo Laboratório de Patologia Clínica (LPC). Foram considerados, número total de hemácias, volume globular, valor da hemoglobina, índices hematimetricos (Volume Corpuscular Médio e Concentração Hemoglobina Corpuscular Média) e pesquisa de hematozoário em esfregaço sanguíneo.

Foram considerados positivos os animais que apresentaram sinais clínicos sugestivos de babesia e alterações hematológicas compatíveis com a enfermidade.

RESULTADOS

Dos 1719 equídeos atendidos no HV no período estudado, 30 animais tinham problemas relacionados ao sistema hematopoiético, sendo detectados oito (26,6%) casos sugestivos de babesiose. Os equinos acometidos por babesiose eram provenientes de municípios da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, em que todos os municípios de origem dos animais enquadravam-se em regiões semi-áridas (Sertão-PB, Seridó- RN e Sertão-PE). Todos os animais acometidos equinos, onde seis eram machos e duas fêmeas. Nesta situação foram atendidos quatro animais da raça quarto de milha e quatro sem padrão racial definido. A faixa etária variou de um ano e meio a 13 anos, estando 50% entre sete e nove anos. Quanto ao sistema de criação 37,5% (3/8) dos animais eram criados em sistema semi-intensivo, 25% (2/8) eram submetidos ao sistema intensivo e extensivo e em uma das fichas não havia informação. Em 50% dos atendidos, os animais tinham contato com bovinos. Três (37,5%) equinos apresentaram carrapatos, destes, dois tinham contato com os bovinos.

Inapetência e apatia foram às queixas mais frequentes entre os prontuários analisados 87,5% (7/8). O início dos sinais clínicos variou de oito dias a quatro meses até que os animais fossem encaminhados para a primeira avaliação clínica na Clínica Médica de Grandes Animais. Em 75% (6/8) dos cavalos, houve edema nos membros. Foram observadas alterações na mucosa ocular em cinco animais, sendo que três (37,5%) apresentaram mucosas ictéricas e dois (25%) apresentavam mucosas pálidas. Apenas um (12,5%) dos animais atendidos apresentava febre.

Dentre as fichas analisadas, os que apresentavam acompanhamento laboratorial, todos os animais apresentaram alterações nos no hemograma. O número de hemácias variou entre 2,74 e 6,39 x 106/mm3, teor de hemoglobina encontrado ficou entre 4,2 e 9,2 g/dL e o volume globular oscilou entre 11 e 26%, quanto aos índices hematimétricos pode-se observar VCM entre 16,8 e 55,3fl e o CHCM 29,04 e 38,18%, em todos esses a pesquisa de hematozoário em esfregaço sanguíneo foi negativa. Em um dos animais foi detectado hemoglobinúria através de urinálise.

Entre os animais atendidos foi realizado o tratamento medicação a base de diaceturato de diminazeno, não houve óbito.

DISCUSSÃO

A participação dos três estados de origem dos animais acometidos, Paraíba, Rio Grande do Norte e Pernambuco na equinocultura do Nordeste é de grande importância, no entanto, existe uma escassez de pesquisas a respeito das enfermidades causadas por hemoparasitoses em equinos.

No presente estudo o número de animais com sintomatologia clínica de babesiose foi relativamente baixo em relação ao total de animais atendidos no período de estudo, isso provavelmente está relacionado à base diagnóstica utilizada neste trabalho, a avaliação clínica e alterações hematológicas. Diversos estudos 8,11 baseados em imunodiagnósticos demonstram uma prevalência bem maior, entretanto a maioria dos animais desses trabalhos não apresentavam sinais clínicos.

Em consideração ao sexo foram atendidos 6 machos e 2 fêmeas com sinais clínicos de babesiose, entretanto 12 ao realizaram um estudo soroepidemiológico para B. equi e B. caballi em diferentes propriedades no Estado de São Paulo observaram uma prevalência para B. equi de 49,2% para eqüinos machos, o que corrobora com o presente estudo em que a maioria dos animais eram do sexo masculino.

De acordo com 11, há uma dificuldade em estabelecer o diagnóstico a partir de esfregações sanguíneos, principalmente na fase crônica da doença, devido a queda na parasitemia. 13 verificou que na forma crônica da babesiose muitas vezes o histórico e os sinais clínicos não são característicos, muitas vezes são expressos somente pela inapetência e mau desempenho com queda no escore corporal, como observado no presente trabalho. Sugerindo que os animais acometidos, poderiam ser portadores da doença e que fatores inespecíficos desencadearam uma queda na imunidade, provocando a reagudização da infecção, favorecendo a ocorrência dos sinais clínicos ou, até mesmo, estes encontravam-se na fase crônica da doença, o que pôde ser notado através das informações a respeito da duração da doença, que ficou em torno de oito dias e quatro meses.

As alterações no hemograma verificadas neste estudo também são apresentadas por 14 que encontraram uma significativa diminuição da hematimetria (Hm), hemoglobinometria (Hg) e hematócrito (Ht) de animais com sinais clínicos de babesiose. Em um dos casos ocorreu hemoglobinúria, o que consiste de um achado de casos mais graves e agudos, como descreve 15.

Os sinais clínicos observados nos equinos podem ser associados à queda de “performance” principalmente em animais atletas ou de tração pois segundo 16,10,17 quando isto ocorre a principal suspeita é a babesiose.

CONCLUSÃO

As hemoparasitoses, em especial a babesiose, em equinos são importantes afecções parasitárias que podem atingir esta espécie em diferentes fases. As fases agudas são menos frequentes e mais facilmente diagnosticadas, porém as fases crônicas e assintomáticas (portadores) conferem alto risco para a sanidade destes animais, uma vez que um fator imunossupressivo pode reagudizar a doença e causar prejuízos econômicos e de performance animal.

A detecção dos casos clínicos de babeiose equina atendidos no HV-UFCG, sugerem a necessidade de estudos imunodiagnósticos para a detecção do índice de animais soropositivos, desta forma pode-se realizar manejos adequados para impedir que esta enfermidade se torne aguda e traga prejuízos ao animal ou rebanho.

REFERÊNCIAS

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